“Tem dias em que você quer um colo, mais nada. Porque de vez em quando tudo que a gente precisa é isso, se cercar de carinho e nada mais. Sem palavras, só presença física.”
“Quando é amor? Ah, a gente tolera, perdoa, muda, espera e suporta até o insuportável, só não desiste.”
“Mas eu te odeio cara, te odeio pelo simples fato de sempre chegar a etapa final da longa caminhada, e nunca conseguir. Você sabe bem do que estamos falando, quando eu finalmente estava prestes a chegar a linha final, você resolve dar um jeito de voltar, não fisicamente mas em meus sonhos, e deixa eu te confessar, foi o melhor sonho que eu já tive com você. Mas que droga, e porque isso comigo? Me fala porque? Por que sabemos que nós dois juntos não damos certo, se não deu em todos aqueles meses que tentamos, porque daria agora? Você não ver que eu não sou a tampa da sua panela, nem o colchão da sua cama, muito menos o amor da sua vida. Tentei inúmeras vezes, por mais que eu quisesse tirar você lá de dentro, tentei, e tentei mas deu falha em todas as tentativas, porque eu não consigo resistir aquele seu sorriso, e o calor do seu abraço. Confesso a você que passei pouco mais de um ano sem lembrar de você, e deixa eu te falar; foi uma das melhores coisas que podia ter me acontecido, fui em busca de novos amores para tampar os buracos que você deixou em mim, mas não deu para amar de novo, como eu te amei, eu te amo e te amo, pelo simples fato de te odiar, pelo fato de pensar em você antes de dormir, e acabar sonhando contigo. Mas eu gostei de sonhar com você, me fez lembrar do quanto eu fui feliz, e me fez lembrar que tudo que vem fácil demais, vai embora fácil também, mas eu precisa de você, mas você embora, e por um lado eu achei bom, porque eu odeio depender de algo ou de alguém para ser feliz, e eu dependia de você, e droga porque aparecer nos meus sonhos? Logo quando eu finalmente tava conseguindo te esquecer, mas cara deixa eu te falar uma coisa; Eu te odeio, mas eu te odeio da forma mais bonita que existe, não conseguindo te amar nenhum pouquinho menos.”
“Quer um conselho? Não deixe pra depois, não empurre tanta bagunça pra dentro do armário. É tanta coisa que a gente enfia lá dentro, que quando precisamos abrir, tudo cai sobre nossas cabeças de uma só vez.”
“Por isso não te procuro, não vou atrás e nem mando notícias. Sentir falta, eu sinto. Sinto falta de fazer falta pra você.”
“Por que eu ainda fico lembrando de tudo aquilo que você já esqueceu?”
“Tá tão difícil pra você também né? Com o coração vazio, mas sempre de pé, buscando alguma direção. Quantas vezes você me escreveu e não mandou, pegou o telefone e não ligou… Partiu seu próprio coração. Eu tenho uma má notícia pra te dar, isso não vai passar tão cedo, não adianta esperar. Às vezes ficamos bem, mas depois vem o desespero, eu tento esconder, mas vi que pensei em você o dia inteiro.”
“Mas, quanta gente ainda vai precisar morrer pra gente aprender a reagir? Pra gente se tocar que, não, as coisas não acontecem só com os outros? Que dirigir quase embriagado também dá morte? Que “fazer acordo” para ganhar seguro-desemprego e furar a fila do pão também são exemplos de corrupção? Quantos estádios modernos de futebol a gente ainda vai erguer para esquecer que tem gente morrendo na fila de um hospital grotesco? Se o seu apêndice estourar no meio da Copa, amigo, imagina a festa. Eu acho que nossa cara já está dormente de tanto apanhar. Tanto que a gente quase não sente mais nada, nem por nós mesmos, que dirá pelos outros.”
E eu não tenho ninguém pra ligar na madrugada, dizer: tá doendo pra caralho, vem me ver. Ninguém pra atravessar a cidade por mim.